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quinta-feira, 26 de junho de 2008

Os 5 álbuns mais influentes

Há algum tempo que meu irmãozão-cunhadinho, André Toma, me indicou para participar de uma brincadeira, na qual devo escolher os cinco CDs que mais me influenciaram. Essa é uma tarefa bem difícil para alguém como eu que, além de ser apaixonada por música, adora diversos estilos, desde o bom e velho pop até o indie. Mas, agora que tive um pouco mais de tempo, resolvi me aventurar com essa lista e este é o resultado:

5. Oops...I Did It Again! - Britney Spears

Oops...I Did It Again! não é, nem de longe, o meu CD favorito de Britney Spears. Mas foi o meu passaporte para o mundo pop, afinal, esse álbum é o que há de mais pop com direito a canções grudentas e dançantes, letras pobres e algumas baladinhas pra gente curtir durante a fossa. Confesso que sou muito mais os três álbuns seguintes de Spears - Britney, In The Zone e Blackout -, mas o Oops foi, certamente, o culpado por eu gostar tanto e nunca resistir a uma boa música pop.

4. Super Extra Gravity - Cardigans

Quando o assunto é Cardigans, tenho sérias dificuldades em escolher o álbum que mais me influenciou. Fiquei entre The Gran Turismo (que tem Erase/Rewind e My Favourite Game), Long Gone Before Daylight (que conta com And Then You Kissed Me e For What It's Worth?) e Super Extra Gravity, que foi meu escolhido. Esse álbum, que traz I Need Some Fine Wine And You, You Need To Be Nicer e a fantástica And Then You Kissed Me II, me ajudou a ver que Cardigans é muito mais do que a "bandaquecantaLovefool". É banda pra ouvir, cantar e apreciar.

3. Sam's Town - The Killers

Os Killers são novos ainda mas, na minha opinião, já fazem melhor do que muita banda mais experiente. Hot Fuss, o primeiro álbum dos norte-americanos com glamour europeu, veio recheado de hits em potencial, como Somebody Told Me (que por muito tempo ficou nas paradas) e Mr. Brightside. A estratégia funcionou e os Killers emplacaram como uma das maiores revelações do cenário musical atual. Em 2006, eles voltaram com Sam's Town, um álbum não tão pop mas, na minha opinião, um milhão de vezes melhor que o primeiro. The Killers é uma das poucas bandas que, quando eu ouço, tenho vontade de rir e chorar ao mesmo tempo. E com o segundo álbum, que traz ótimas músicas como Read My Mind, Bones e When You Were Young, essa sensação ficou ainda mais intensa. E isso, tenho certeza, é resultado da combinação perfeita entre baixo, guitarra, bateria e a voz tão peculiar de Brandon Flowers.

2. Californication - Red Hot Chili Peppers

Eu sei, não tenho cara de quem gosta de RHCP. E a forma como comecei a curtir os californianos não poderia ser mais contraditória. Lembro que, no mesmo mês em que comprei Californication (meu primeiro álbum da coleção quase completa), comprei também o Oops...I Did It Again!. O RHCP foi o responsável por abrir meus olhos pra boa música de verdade. Depois de Californication, comprei One Hot Minute, Red Hot Chili Peppers, o famoso Mother's Milk, Blood Sugar Sex Magik, By The Way e Stadium Acardium. Virei fã de carteirinha e de brinde, ainda ganhei uma ótima influência.

1. Parklife - Blur

Mais difícil do que escolher o CD dos Cardigans que mais me influenciou, é escolher um álbum do Blur. Optei pelo Parklife por ele ser um consenso entre entendedores de música que gostam ou não dos maiores rivais do Oasis. E, de fato, Parklife é uma obra prima que reuniu muitos hits, como poucos álbuns conseguem: Girls & Boys, End of a Century, Parklife, To The End e This is a Low são apenas alguns deles. Com Parklife passei a conhecer - e adorar - o britpop e daí, fica fácil migrar para a música indie, que hoje é uma das minhas favoritas. Por isso, não tem como negar: Parklife é o álbum que mais me influenciou.

E aí, muito ruim?

quarta-feira, 25 de junho de 2008

Alex Band no Brasil

As luzes nem haviam se apagado, quando os fãs de Alex Band, ex-vocalista do The Calling agora em carreira solo, começaram a gritar pelo nome do ídolo e tirar fotos do palco ainda vazio. A ansiedade à flor da pele era muito mais do que compreensível, afinal essa era a primeira vez do cantor no país desde o último show da banda em território brasileiro, em outubro de 2004.

Ao som da inédita We've All Been There, Alex, de cabelos mais escuros e vestido todo de preto, subiu ao palco perto das 22h e tudo o que se via eram muitos pares de braços levantados munidos de câmeras digitais. Para levantar ainda mais a platéia, Band emendou Adrienne, segundo hit do The Calling, e o resultado não poderia ter sido melhor: o cantor foi acompanhado por quase todo o público.

O show continuou com Tonight, que também faz parte do repertório solo do cantor, seguida por Anything, do The Calling. A primeira parte da apresentação foi encerrada com o mega hit Wherever You Will Go, que toda a platéia cantou em uníssono. E, como já é de costume em todo show que se preze, a banda voltou para o bis depois de muitos pedidos do público. Alex, que já havia mostrado suas habilidades com o violão e a guitarra, tocou teclado na inédita Only One e arrematou o show com Rest Of Our Lives.

Durante o show, que fará parte do DVD Alex Band/The Calling Live In Brazil, Band fez questão de interagir com seus fãs. Desceu do palco, brincou com as primeiras fileiras e, claro, falou muitos "obrigado" ligeiramente enrolados. Ainda na primeira parte do show, Alex agradeceu a presença dos fãs e, visivelmente emocionado, disse, enquanto passava a mão pelos cabelos como quem está sem jeito: "Quatro anos depois do nosso último show no Brasil e vocês estão aqui de novo. Muito obrigado".

Quem foi ao show pensando em ouvir muitas músicas da extinta banda, se enganou. Do repertório do TC, Alex cantou apenas seis canções, entre elas as baladas Stigmatized e Could It Be Any Harder. Todas as outras nove músicas fazem parte da carreira solo de Band e estarão no novo CD, que deve sair ainda esse ano, segundo o próprio cantor.

O show acabou rápido. Era pouco mais de 23h30 quando as luzes reacenderam e as cortinas se fecharam. Apesar do gostinho de “quero mais”, o público deixou o HSBC Brasil mais do que satisfeito e acreditando na promessa feita por Alex Band: "Eu amo o Brasil e ano que vem quero estar de volta".

quarta-feira, 19 de março de 2008

Shows em 2008

Depois dessa breve apresentação, meu post de estréia!

O ano começou com shows do já famoso por aqui Fat Boy Slim e o sueco Eagle Eye Cherry. A cantora/atriz Hilary Duffy, My Chemical Romance e a banda de funk e soul Earth, Wind & Fire também deram as caras em solo brasileiro.

Março começou com a apresentação do grande monstro Iron Maiden, em que Bruce Dickinson prometeu que voltaria em 2009. Dream Theater, Bob Dylan, os nova-iorquinos do Interpol também deixaram sua marca. O calendário de shows do mês acaba com o show do Seal, no dia 29.

Em abril, o lendário Ozzy Osbourne, acompanhado pela banda de Zakk Wylde, Black Label Society, e Korn aparece para fazer a alegria de seus fãs. Dia 20, Helloween e Gamma Ray. Nazareth, vem para fazer um show em São Bernardo do Campo, onde será gravado o CD/DVD "Nazareth Live in Brazil". É bem possível que a colombiana Shakira dê as caras por aqui por volta do dia 16, mas a agenda oficial da cantora não confirma datas.

Em maio, acontece o Festival Indie Rock. Bandas como The Klaxons, vencedora do Mercury Prize - que premia a melhor banda do ano na Inglaterra -, os americanos do Yo La Tengo, os ingleses Editors - indicados para o Mercury Prize 2006 – e a brasileira Mombojó fazem a festa dos indies de plantão.

E, para delírio de muitos, a lista de possibilidades só tem aumentado com grandes nomes. Nela estão: a agenda oficial de Justin Timberlake não confirma, mas o cantor pode vir no fim de maio. Além dele, é possível que Madonna, The Cure, Guns 'n' Roses, REM, Rush, Corinne Bailey Rae, Joss Stone e Van Halen apareceram no Brasil.

Mas, como nem tudo são flores, devemos preparar nossos bolsos para tantas atrações, pois, a lista é grande e os ingressos, bem salgados!

sexta-feira, 14 de março de 2008

Para escutar sem medo...

O fim de semana já está aí e para curtí-lo com o que há de melhor em matéria de música, o Gatas de Botas fez uma pequena, porém especial seleção:
Bones - The Killers
Outshined - Soungarden
For Tomorrow - Blur
Car Song - Elastica
Can't Get Enough - Suede
Modern Way - Kaiser Chiefs
1, 2, 3, 4 - Feist
Tears Dry On Their Own - Amy Winehouse
Have fun!

terça-feira, 4 de março de 2008

Essa eu pago pra ver

Desde que os shows de Bob Dylan no Brasil foram confirmados, os fãs do lendário cantor estão passando por altos e baixos. Com o anúncio de que o “mito vivo” – como muitos o denominam – viria ao Brasil depois de 10 anos para cantar clássicos como Blowin’ in the Wind e Like a Rolling Stone, os jovens e antigos admiradores de Dylan foram ao delírio. Mas como nem tudo são flores, os altos – leia-se exorbitantes - preços dos shows em São Paulo decepcionaram os fãs, sem exceção. Variando de R$250 a R$900, os valores dos ingressos foram considerados exagerados. Detalhe: os mais “baratinhos” esgotaram rapidinho!

Depois dessa facada pelas costas, a Prefeitura de São Paulo anunciou que está procurando patrocinadores para uma apresentação GRATUITA de Bob. Os produtores do show do mito do folk rock concordaram com a idéia, desde que os patrocinadores invistam de R$1,5 a R$2 milhões. Vale à pena dizer que essa idéia – brilhante, caso dê certo – foi do senador Eduardo Suplicy. Se tudo correr conforme o planejado, a apresentação de Bob Dylan na faixa deve acontecer no próximo domingo, dia 9, no Parque do Ibirapuera ou no Museu do Ipiranga.

Tô pagando pra ver.

Never Ending Tour – Bob Dylan
Via Funchal – dias 5 e 6 de março

terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

Amy II?

Amy Winehouse que se cuide!
Dizem por aí que a cantora de Rehab já tem uma substituta a sua altura e o nome dela é Adele. Branca de voz negra, assim como Amy, Adele estourou nas paradas britânicas com Chasing Pavements. A música é uma baladinha de letra bonita e melodia calma. É boa sim, mas quando comparada a qualquer faixa de Back to Black, segundo álbum de Winehouse, perde um pouco do encanto.

Prova de que os entendedores de música estão de olho em Adele é que ela levou o prêmio de Escolha da Crítica no Brit Awards desse ano. Mas até aí, Amy Winehouse faturou nada menos que cinco Grammy na edição de 2008, inclusive o de Gravação do Ano. Aí fica difícil competir, né?

Confira a Chasing Pavements e dê sua opinião!

Nota da Redatora: Perdoem-me se fui um pouco parcial. É que Amy Winehouse é realmente dotada de um talento musical praticamente sem igual.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Oasis ao quadrado

Damon Albarn, o vocalista da banda britânica Blur, e os irmãos Liam e Noel Gallagher, do Oasis, nunca fizeram questão de esconder que são inimigos praticamente mortais. Porém, na última “batalha” Blur x Oasis, a banda dos irmãos mais encrenqueiros da música acabou levando a melhor. A revista Q fez uma lista com os 50 melhores discos da Grã-Bretanha e advinha? Definitely Maybe e What’s The Story Morning Glory, do Oasis, aparecem nas duas primeiras posições. Isso mesmo, DUAS PRIMEIRAS.

E como tragédia pouca não vale, Parklife, um dos melhores – se não o melhor – álbuns do Blur, aparece apenas na 25ª posição, atrás de revelações como Artic Monkeys e Keane. Enquanto isso, além das medalhas de ouro e prata, os irmãos Gallagher emplacaram mais três álbuns na lista e se consagraram como “a banda mais amada do país”, segundo a Q.

Além de Oasis e Blur, aparecem no Top 50 Radiohead, Coldplay, Pulp, Amy Winehouse - a única mulher da lista - e clássicos como Smiths, Beatles, Queen e Clash. Além de reveladora, a lista da revista Q é um verdadeiro roteiro de 50 álbuns que devemos ouvir antes de morrer. Ou ficarmos surdos.

Confira
aqui o resultado completo!

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

Scarlett 2008: Cantora

Talento é assim: Uns têm, outros não. Simples.
Mas, enquanto algumas pessoas procuram descobrir suas habilidades durante toda a vida, outras parecem já nascer sabendo. Esse é o caso de muitos atores e atrizes hollywoodianos que, apesar de novos, já traçam uma carreira brilhante. E, podemos dizer que, Scarlett Johansson é uma prova e tanto.

A atriz norte-americana de apenas 23 anos é alvo de muitos elogios da crítica e do público devido a suas ótimas atuações. É claro que a beleza de uma das mulheres mais sexys do mundo nunca passa desapercebida. Mas dessa vez ela vai surpreender os fãs – e não fãs também – com seus talentos para a música. Scarlett pretende lançar seu álbum, o Anywhere I Lay My Head, no próximo dia 20 de maio.

Para quem pensa que a queridinha de Woody Allen vai apresentar um CDzinho meia boca e uma voz de taquara rachada, ledo engano. Scarlett não é um super nome da música, é claro. Mas já deixa indícios de que pode, sim, ser considerada promessa no mundo musical. No CD de estréia, Johansson faz 10 versões para músicas de Tom Waits – que já aprovou todo o conteúdo -, além de uma inédita, a Song For Jo.

Se muitos ainda estão desconfiados da qualidade de Anywhere I Lay My Head, basta dizer que David Bowie, Nick Zinner da banda Yeah Yeah Yeahs e David Sitel da TV On The Radio participaram da produção e gravação do CD de Scarlett. Com essas parcerias de peso, difícil não esperar um trabalho ótimo.

Confira a voz rouca de diva de Scarlett Johansson aqui.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

Chris Cornell em São Paulo

Mesmo debaixo de uma chuvinha chata e persistente, os (muitos) fãs de Chris Cornell fizeram questão de comparecer ao único show do cantor em São Paulo. A pista do Credicard Hall parecia vazia, assim como as platéias superiores. Mas alguns minutos antes do show começar, os fãs atrasadinhos deram as caras e, praticamente lotaram a casa. As luzes se apagaram e demorou alguns minutinhos até que a estrela da noite colocasse os pés no palco. Ao som de Let me Drown, Cornell apareceu vestido com um blazer cinza, calça jeans e camiseta preta.

Depois de fazer muito barulho com a música de abertura, o ex-vocalista do Soundgarden e Audioslave cantou Outshined. Mas foi com o hit Show me How to Live que o público acordou de vez, seguido da trilha sonora de 007, You Know my Name. O já tradicional cover de Billie Jean não poderia faltar, assim como um dos últimos sucessos do Audioslave, Be Yourself. Sozinho no palco, Chris pegou seu violão e, iniciou uma “sessão acústica” com Getaway Car. Trechinhos de Call me a Dog e Preaching the End of the World também fizeram parte do momento “eu e meu violão” de Chris Cornell, assim como a indispensável Like a Stone. Doesn’t remind me marcou a volta dos outros integrantes da banda, com direito a um duelo entre Cornell e seu baixista.

A agitada Cochise, que revelou Audioslave ao mundo, levantou o público depois da sessão acústica, seguida de Loud Love, Arms Around Your Love e Fell on Black Days. Já se ouvia alguns fãs pedindo por um dos clássicos do Soundgarden, quando Chris e sua banda entoaram a obrigatória Black Hole Sun. What you Are e Rusty Cage terminaram o show. O público se levantou, aplaudiu e, claro, pediu um bis. As luzes se apagaram novamente, quando Cornell e sua banda voltaram ao som de Seasons, seguida de Burden In My Hand e Can’t Change Me. Trechinhos de Slaves and Bulldozers, Searching With my Good Eye Closed, 4th of July, Like Suicide e The End (The Doors) levantaram a platéia com direito a um samba improvisado pelo baterista. A apresentação acabou com Whole Lotta Love, do Led Zeppelin, muitos aplausos e “Thank You Very Much’s” de Chris Cornell. Nota 10.


Nota da Redatora: A performance de Chris Cornell é impecável. Assim como a aparência do cantor, ainda mais depois que ele arrumou os dentes.

terça-feira, 27 de novembro de 2007

Bom, bonito e barato

Só esse ano, The Killers, Arctic Monkeys, Bjork e mais uma cambada de gente importante passou pelo Brasil. Mas 2007 ainda não acabou e um dos últimos shows do ano fica por conta do – gatíssimo – Chris Cornell. Ex-vocalista do Soundgarden e Audioslave, Cornell se apresenta no dia 13 de dezembro, no Credicard Hall, para fechar o ano de seus fãs em grande estilo. É claro que os hits dos tempos de Audioslave estarão no playlist do cantor. What you are, Be yourself, Original Fire e, claro, Like a Stone não podem faltar.

A barulhenta e fofíssima Can’t Change me e as românticas como When I’m Down, Flutter Girl, Disappearing One e Pillow of Your Bones também devem ser ouvidas em alto e bom som. You Know My Name, trilha sonora de 007 – Cassino Royale, é faixa garantida do novo CD, Carry On. O já tradicional cover de Billie Jean também deve marcar presença no show de Chris. E tudo isso por, no máximo, 200 dinheirinhos. Bons motivos para ir ao show de Cornell não faltam. Por isso, não fique parado (like a stone) e diversifique! Prestigie o bonitão!

sexta-feira, 23 de novembro de 2007

Esse samba é pra você, Cartola!

"À sorrir eu pretendo levar a vida. Pois chorando que eu vi a mocidade ...perdida", quem nunca cantou esse verso em uma roda de samba por mais perdido que estivesse?
Essa poesia cantada pertence ao mestre Cartola. Este sábado é dia de cantar, ou aprender, essa e outras jóias do comandante do samba de morro e fundador da segunda escola de samba do Rio de Janeiro, Estação Primeira de Mangueira.

O Salve Jorge, no centro de São Paulo, homenageia neste fim de semana o sambista e poeta Agenor de Oliveira, o Cartola. O grupo Pagode de Arruda nos levará à Manguera relembrando obras como As Rosas não Falam, Bem feito e Ensaboa.

Não é uma questão de gosto musical, trata-se de cultura brasileira. Se não gosta do gênero, vá pela história do mestre Cartola, que será exibida em telões com vídeos e fotos, e também pela alegria inegável que há em uma boa roda de samba, onde sempre cabe mais um reclamão, amigável, boemio, comportado, simpático ou tímido.

"Os tempos idos, nunca esquecidos, trazem saudades ao recordarÉ com tristeza que relembro coisas remotas que não vêm maisUma escola na Praça Onze, testemunha ocularE perto dela uma balança onde os malandros iam sambar" - Tempos idos (Cartola/Carlos Cachaça)


Salve Jorge - Praça Antônio Prado, 17 - Centro
Tel 3107 0123 - à partir dás 14h

terça-feira, 13 de novembro de 2007

Ouça John Mayer

John Mayer é o típico amigo legal, que tem talento e merece fazer sucesso. E realmente ele está fazendo. O músico e compositor desenvolve o estilo mais agradável do pop-rock. Guitarras ritmadas, uso de metais --como na bela obra "Clarity"-- e voz suave, ora aguda, são elementos característicos de sua música.

Mayer gosta de Blues e fez sua fama de blueseiro nos bares de Atlanta, Geórgia. O timbre da guitarra em suas músicas lembra o som aveludado dos belos acordes de B.B King.

Em 2004, John Mayer começa a experimentar o ritmo do Hip Hop. Ele fez parceria com o não menos talentoso Kanye West, que produziu "Go", do bem-intencionado Common. Mayer também cantou a "Bittersweet", acompanhado das rimas de Kanye.

A parceria com representantes de peso do Hip Hop foi um degrau para se chegar às figuras do Blues. Em 2005, Mayer gravou com o já comentado, porém incansável, B.B King e com Eric Clapton.

Ele tem vocação para repaginar, ele é o garoto que traz algo novo e bom para a velha guarda do blues. Mayer também é bom em reinventar em outros estilos. Sua voz lembra a de Sting, do The Police, embora seja menos agoniada. E algo mais suave, que combina com as batidas curtas e densas da guitarra .

Diversifique e ouça John Mayer:

- Wheel
- George's Blues
- Home Life
- Something Missing
- New Deep
- Slip Screen Sadness

quinta-feira, 8 de novembro de 2007

Indie music

Já ouviu falar do Rooney?
Não, não é o Wayne Rooney, do Manchester United! Trata-se de uma b
anda norte-americana de indie rock. Apesar de ainda não serem considerados revelação ou um must da música, os meninos são uns fofos e fazem um som bacaninha. Em matéria de estilo, eles seguem os passos alinhados de Brandon Flowers, do Killers, com um Q glamuroso a la Brett Anderson, do Suede. A música é o que se pode chamar de um rock adolescente, com letras românticas e batidas leves.

A charmosa Blueside fez parte da trilha sonora de O diário da princesa e do seriado The O.C e é uma ótima pedida. Destaque para That girl has Love, If it were up to me e Daisy Duke. Em matéria de puro indie rock, os meninos do Rooney mostram a que vieram com a barulhenta Sorry sorry. Confira o Top 10 e divirta-se:

1. That Girl has Love
2. If it were up to me
3. Daisy Duke
4. Simply Because
5. I’m a terrible person
6. Stay away
7. Blueside
8. I’m shakin’
9. Popstars
10.Sorry sorry

Nota da redatora: o vocal do Rooney, Robert Schwartzman, é o bonitinho Michael Moscovitz de O diário da Princesa. Faz bem para o ouvido e para as vistas!

terça-feira, 6 de novembro de 2007

It’s still Britney, bitch!

Eu sei que não é fácil acreditar que Britney Spears ainda sabe (se é que um dia realmente soube) fazer música. Depois de tantos atropelamentos e passeios sem calcinha, a princesinha pop volta à ativa com Blackout, seu quinto trabalho de músicas inéditas.

O álbum começa com a dançante e já conhecida Gimme More, passando pelas agitadíssimas Piece of me e Radar, e termina com Why should I be sad?, a única faixa do CD que chega mais perto de ser uma baladinha. Heaven on earth traz o estilo oversexy de Britney 2007 mesclado com a doçura da menina que há quase 10 anos estourou nas rádios com o hit Baby one more time.

Eu não sou a primeira a elogiar Blackout. É impressionante, eu sei. Muitos foram pegos de surpresa pela “qualidade” do álbum, tanto é que a produção executiva assinada por Britney é motivo de dúvida. Porém, tudo leva a crer que, se na vida pessoal Spears é motivo de chacota, o lado artístico continua tinindo. A voz da loira/careca/morena continua a mesma, assim como os gemidos e resmungos.

Blackout não chega a ser um must da música, mas não é um “mustn’t”. por isso, diversifique e escute Britney Spears sem preconceito.

terça-feira, 30 de outubro de 2007

Hidden hits

Para você que já cansou de ouvir as mesmas músicas de sempre, o Gatas de Botas preparou uma lista recheada de hidden hits. As bandas escolhidas da vez foram os ingleses comportados do Keane e os norte-americanos despirocados do The Killers.

Pianinho, pianinho

Os ingleses do Keane estiveram no Brasil há pouco tempo e trouxeram aos fãs o melhor de suas músicas, sempre marcadas pelas belas melodias tocadas no piano e a voz calma e suave de Tom Chaplin. O hit responsável pelo estouro do Keane, Somewhere only we know, não deixa nada a desejar em matéria de musicalidade e tudo mais. Mas chega uma hora que enjoa, né? Do primeiro álbum, Hopes and Fears, o Gatas recomenda Bend and Break e This is the last time, que têm cara de uma linda manhã de domingo, perfeitas para relaxar. Já Under the Iron sea traz canções mais melancólicas, apesar das influências eletrônicas. Leaving so soon, Crystal Ball e Nothing in my way são ótimas para escutar e refletir.

Killing ones

Direto de Las Vegas, os garotos do The Killers aterrissaram em São Paulo no último domingo e botaram pra quebrar no TIM Festival. E quem pensa que os americanos só tem Somebody told me e Mr. Brightside de música boa, se engana. E se engana FEIO. Do primeiro álbum, Hot Fuss, é difícil “eliminar” sequer uma música. De Jenny was a friend of mine, passando por All these things that I’ve done e On top, terminando em Midnight show pode-se dizer que o CD é quase perfeito, trazendo baladinhas românticas e hits pegajosos e vibrantes. Em Sam’s Town, destaque para For reasons Unknown, Uncle Jonny e a fofinha Bones.

terça-feira, 16 de outubro de 2007

Festa!



Alegria, alegria. Esse é a principal nota para as músicas de Mica Penniman, o Mika. O rapaz é talentoso, cheio de graça, mas de muita graça. O gênero musical é Queen muito bem repaginado. Um cantor que lança um álbum chamado "Life in Cartoon Motion" deve achar a vida muito divertida mesmo. E pela leitura de Mika, é sim. Ouvir a música "Grace Kelly" é liberar os gestos mais simples, dançar como criança e fazer guerra de travesseiros. Música para entusiasmar.
A "Love today" é para um sábado de manhã com os amigos. É um universo infantil para adultos.

Mika nasceu em Beirute, Líbano, mas logo rumou à Paris por causa da intensificação do já conhecido conflito na região. Parisiou por alguns anos e então seguiu, com sua mãe e seus quatro irmãos, para Londres, depois que seu pai foi raptado no Kwait durante a Guerra do Golfo.

Essa herança de Oriente Médio transformou Mika em um homem-bomba. Ele vem explodindo cores, luzes e sorrisos. A capa do "Life in Cartoon Motion" lembra o clipe de Lucy in the Sky with Diamonds, dos Beatles. Mika ainda brinca de "Onde está Wally" na capa do seu álbum. Resta encontrar.

É música bem arranjada. Mika canta gostoso, grita bonito.

A onda se divirta com Mika veio em seguida da vibe caia na gandaia com Scissor Sisters. Essa banda é enérgica, é aquela que manda você colocar um brilho, plumas e dançar fatalmente. Pelo nome da banda, já podemos perceber que não é uma coisa tão inocente e meramente alegre. Scissor Sisters é uma alusão ao lesbianismo, "Irmãs Tesoura".

O visual da banda é arco-íris, lantejoulas e cabelo ao estilo George Michael. A melhor caricatura do Scissor Sisters é Ana Matronic, a vocalista e única mulher, aparentemente. Braço tatuado, cabelo ruivo ora curto, ora comprido. Olhos bem marcados, boca brilhante. Vestidos e sapatos trazidos da Terra do Nunca de Peter Pan.

Se o visual é de festa, a música é mais ainda. Excelente para dançar com as amigas e as monas!

Diversifique, seja alegre!

quinta-feira, 11 de outubro de 2007

Lounge

Tem horas em que não existe nada melhor do que deitar e relaxar ao som de músicas no melhor estilo lounge. Melodias suaves, delicados arranjos vocais e letras românticas formam uma das melhores combinações, prova disso é o Mandalay. Nicola Hitchcock, a vocalista, não deixa nada a desejar em matéria de afinação e originalidade. A voz aguda da cantora combina, com perfeição, a delicadeza e emoção.

As músicas do Mandalay são perfeitas para ouvir a dois. Canções como Beautiful, Opposites e This time last year inspiram os apaixonados e trazem um clima pra lá de romântico. Kissing the day traz batidas um pouquinho mais fortes, mas o romantismo continua a flor da pele. O toque de ousadia fica por conta da quase sexy All my sins, com melodia diferente das outras e letra provocativa. Os fãs de bandas como Portishead e os adoradores do estilo lounge devem dar uma chance ao Mandalay. É pra ouvir e se apaixonar.

Top 5:

1. Beautiful
2. All my sins
3. Kissing the day
4. Opposites
5. This time last year

terça-feira, 9 de outubro de 2007

Som de camurça

As batidas são fortes, o som da guitarra é marcante e se o sotaque britânico já é tão característico, a voz de Brett Anderson não deixa que os arranjos vocais caiam na mesmice. The London Suede contribuiu, e muito, para o início do movimento Britpop, se tornando uma das mais importantes bandas dos anos 90. O primeiro single, “The Drowners”, apresentou a banda ao mundo e, de cara, conquistou apreciadores da boa música dos britânicos. “We are the pigs”, “The Wild Ones” e “New Generation”, do album Dog Man Star, trazem letras e melodias melancólicas, suaves, “cinzas” como Londres.

Em Coming up, o terceiro álbum, o Suede volta com músicas mais dançantes e batidas que contagiam. “Trash” e “Lazy” não deixam mentir. Head Music revela um novo Suede que conta com diferentes efeitos eletrônicos, como em “Electricity”, “She’s in fashion” e “Can’t get enough”. A melancolia do álbum fica por conta da reflexiva “Everything will flow”. Em 2002, a banda lançou o último álbum, A New Morning, que mostra um Suede mais maduro em canções como “Positivity” e “Lost in TV”. Em 2003, os ingleses lançaram o último single, “Attitude”.

Mais recentemente, Brett Anderson e Bernard Butler (ex-integrante do Suede) se reencontraram ao formar o The Tears. Apesar da qualidade e o estilo serem quase o mesmo do passado, eles não fizeram nem metade do sucesso do bom e velho Suede. A banda inglesa, certamente, traz o melhor do britpop enquanto Brett Anderson combina, como ninguém, glamour e attitude. Portanto, se estiver na fossa, escute Suede. Se quiser dançar, escute Suede. Se quiser apreciar uma boa música, definitivamente, escute Suede. Indiscutivelmente bom, indiscutivelmente indispensável.

terça-feira, 2 de outubro de 2007

CD do Radiohead! Quer pagar quanto?



Lobão certamente ficará muito feliz em saber que o Radiohead deixou para os fãs decidirem qual o valor do seu novo álbum, o In Rainbows.
A boa banda britânica do porque não charmoso Thom Yorke lancará o seu sétimo CD no dia 10 de outubro, e seus fãs poderão determinar quanto vão pagar pelo download do álbum, para o incomodo geral da nação fonográfica.

Essa é uma das formas de se ter o In Rainbows, mas como de boas intenções o inferno está pelas tampas, o grupo embutiu uma outra maneira de adiquirí-lo --o que não passa de uma manobra para compensar o prejuízo que vão tomar.
O fã pode comprar o novo álbum do Radiohead, que deve seguir o padrão de qualidade da banda, por 40 libras (quase 150 reais). Mas em troca de praticamente uma mensalidade do inglês no CNA, o investidor levará um CD adicional com 8 sons inéditos, além de fotos. Sim, esse preço já inclui os gastos com a Fedex.

Veja bem, eles driblaram a indústria fonográfica pela lateral esquerda, mas tropeçaram na lateral direita. Por um lado, podemos escolher quanto queremos pagar, uma vez que temos programas que baixam essas músicas de graça. Por outro, desembolsamos 150 reais para adquirir um Kit Radiohead.

Mas, como é raro presenciarmos tais gestos genorososo como esses no meio artístico/comercial, devemos reconhecer que os rapazes tiveram a sacada em diversificar desse jeito.

Enfim, diversifique também e ouça In Rainbows do Radiohead.

terça-feira, 25 de setembro de 2007

O negrão Marvin Gaye!



Vá além dos limites que a música black da FM lhe oferece e ouça o verdadeiro canto negro. Há muito mais belas harmonias e batidas do que você imagina.
Troque o "nobody wanna see us together" (Akon) pela bela canção "Inner City Blues" do deus negro Marvin Gaye.
Sim, o homem foi uma fera, e suas habilidades de ritmo, voz e "ohh my dear" não cabem na "Sexual Healing". Essa é uma das músicas mais famosas do negão, mas há outras de igual quilate ou mais.

"Inner city blues" é um dos mais brilhantes trabalhos do "nigger" no álbum What's going on. A música, também conhecida como "Make me wanna holler", é um grito e um tapa na cara do governo norte-americano sobre a realidade dos negros nos anos 60/70. A faixa e o álbum trazem temas como a exclusão social, as incoerências do governo norte-americano. Enfim, a já conhecida discussão sobre o descaso norte-americano com os bairros negros, que já vem sido menos colocada em pauta uma vez que ser rapper está na moda e todo mundo gosta. Mas nem sempre foi assim, os Black Panthers que o diga.
Mas o trabalho não vale a pena somente pelas letras densas, mas também pelo piano, pelos metais, pela voz de Marvin e pelo excelente casamento entre ritmo e melodia.

Marvin é o amor e o protesto num só. Suas desastrosas experiências amorosas lhe renderam belíssimos trabalhos como o “Here My Dear” (1978), álbum sobre o fim do seu casamento. Ele é o pai de Michael Jackson e o avô do Ney-o. Com certeza, artistas como esses dois se inspiram nele.
Por outro lado, suas músicas de crítica ao governo elitista dos Estados Unidos com certeza fizeram a cabeça do poeta Tupac Shakur.

Ouvir Marvin é aprender o que é realmente a música negra norte-americana.